Príncipe do Japão celebra maioridade em tradicional e cerimônia em Tóquio
Príncipe do Japão celebra maioridade em tradicional e cerimônia em Tóquio

Príncipe do Japão celebra maioridade em tradicional e cerimônia em Tóquio

PRÍNCIPE DO JAPÃO CELEBRA MAIORIDADE EM TRADICIONAL CERIMÔNIA EM TÓQUIO

Segundo na linha de sucessão ao trono, o príncipe Hisahito celebrou sua maioridade em cerimônia oficial realizada no Palácio Imperial

Nos últimos 40 anos ele é o único membro da família real do Japão a atingir a maior idade, e pode ser o último. O Japão celebrou neste sábado (6) a maioridade do príncipe Hisahito, sobrinho do imperador Naruhito, durante uma cerimônia oficial no Palácio Imperial em Tóquio. Hisahito, segundo na linha de sucessão após o pai,

recebeu um gorro tradicional de seda preta e laca, símbolo de maturidade, durante a solenidade.

“Cumprirei com meus deveres, consciente de minhas responsabilidades como membro adulto da família imperial”, afirmou o príncipe, que inicialmente vestia um traje amarelo tradicional reservado a menores de 18 anos, diante do imperador Naruhito e da imperatriz Masako.

Em seguida, ele colocou um traje escuro reservado aos membros adultos da família real e subiu em uma carruagem para

 participar do restante da cerimônia. A única filha do imperador, a princesa Aiko, 23, não pode suceder o pai por ser mulher, segundo uma lei datada de 1947.

A norma prevê a ascensão apenas de primogênitos homens.

Hisahito fez 19 anos neste sábado. A cerimônia foi adiada por um ano para permitir que concluísse os estudos. Ele é o único filho do príncipe Akishino, 59, irmão do imperador Naruhito, 65, e da princesa Kiko, 58.

A sucessão imperial tem sido tema de debate no Japão há décadas, e nove em cada dez japoneses apoiam que uma mulher possa assumir o trono, segundo uma pesquisa da agência de notícias Kyodo.

A família imperial não tem poder político, mas conserva grande valor simbólico.

Mais antiga monarquia hereditária do mundo, a família real japonesa chegou ao poder no século 6 a.C. Após a Segunda Guerra Mundial, o imperador deixou de ser considerado um ser divino e passou a ser visto como símbolo do Estado.

Depois da derrota japonesa, as forças de ocupação implementaram reformas radicais no governo e no sistema imperial. Sob uma nova Constituição, o imperador é descrito como “símbolo do Estado e da união do povo, devendo sua posição à vontade da população”.

O papel dele passa a ser simbólico, e as funções ficam sujeitas à aprovação do governo.