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A Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto de lei antifacção, que aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão de bens do investigado em certas circunstâncias.
O texto aprovado em Plenário nesta terça-feira (24) mantém a maior parte da versão elaborada pela Câmara no ano passado e rejeita a maioria das mudanças feitas pelo Senado. A proposta será enviada à sanção presidencial.
O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou substitutivo ao Projeto de Lei 5582/25, do Poder Executivo. Esse texto, que segue para sanção, tipifica várias condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas e atribui a elas pena de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos.
Chamado pelo relator de Lei Raul Jungmann, em homenagem ao ex-ministro da Justiça recém-falecido, o projeto impõe várias restrições ao condenado por qualquer desses dois crimes (domínio ou favorecimento), como proibição de ser beneficiado por anistia, graça ou indulto, fiança ou liberdade condicional.
Dependentes do segurado não contarão com auxílio-reclusão se ele estiver preso provisoriamente ou cumprindo pena privativa de liberdade, em regime fechado ou semiaberto, em razão de ter cometido qualquer crime previsto no projeto.
As pessoas condenadas por esses crimes ou mantidas sob custódia até o julgamento deverão ficar obrigatoriamente em presídio federal de segurança máxima se houver indícios concretos de que exercem liderança, chefia ou façam parte de núcleo de comando de organização criminosa, paramilitar ou milícia privada.
Já aquele que apenas praticar atos preparatórios para ajudar a realizar as condutas listadas poderá ter a pena reduzida de 1/3 à metade.
O texto considera facção criminosa toda organização criminosa ou mesmo três ou mais pessoas que empregam violência, grave ameaça ou coação para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades.
O enquadramento vale ainda quando atacarem serviços, infraestrutura ou equipamentos essenciais e também se praticarem os atos destinados à execução dos crimes tipificados no projeto.
Taxação excluída
O relator do projeto, Guilherme Derrite, defendeu alguns pontos enviados pelos senadores, como a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado. Esse novo tributo, no entanto, foi retirado do texto por meio de um destaque do PP e deverá tramitar em outro projeto.
O relator havia incluído no texto a taxação em 15% das apostas de quota fixa (bets). A Cide-Bets seria cobrada até a entrada em vigor do Imposto Seletivo previsto na reforma tributária para 2027, e o dinheiro financiaria também a construção e a modernização de presídios.
O destaque do PP retirou ainda normas de regularização de impostos devidos e não pagos por empresas de bets nos últimos cinco anos a partir de autodeclaração enviada à Receita e medidas adicionais de fiscalização dessas empresas pelo setor financeiro.

Poderão ser aplicadas, no que couber, regras específicas de apuração, investigação e obtenção de prova previstas para crimes de organização criminosa em relação aos crimes listados no projeto.
Foi retirada do texto mudança em atribuição da Polícia Federal, um dos pontos considerados polêmicos da proposta. A PF também continua responsável, com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, pela cooperação internacional nas esferas policial ou de inteligência quando os crimes tiverem envolvimento com organizações estrangeiras.
Acordos, tratados, convenções e princípios de reciprocidade internacionais serão observados para fins de investigação, extradição e recuperação de ativos, por exemplo.
Debate em Plenário
Parlamentares da base do governo e da oposição defenderam a aprovação do texto, fruto de acordo entre o Executivo e o relator, deputado Guilherme Derrite. Porém, deputados da base elogiaram o texto original e a versão aprovada no Senado, enquanto deputados da oposição preferiram a redação aprovada na Câmara em novembro de 2025.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS), vice-líder do governo, afirmou que o projeto enviado pelo governo foi descaracterizado inicialmente na Câmara e foi melhorado no Senado. "Vamos admitir que o trabalho de Alessandro Vieira [relator no Senado] foi positivo. Vamos admitir que o relator Derrite fez avanços em diálogo com as lideranças garantindo que as facções poderão ser melhor enfrentadas", disse a parlamentar.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que o primeiro texto aprovado pela Câmara era muito problemático para a sociedade brasileira. "Nosso papel agora é a redução de danos daquilo que a gente considera ser um texto melhorado", declarou.
Para o líder do PSB, deputado Jonas Donizette (SP), o texto foi aperfeiçoado com pontos positivos da Câmara e do Senado. "O importante é ter um instrumento legal que faça o combate ao crime organizado, que tipifique as quadrilhas e as facções criminosas", disse.
Já o líder do Psol, deputado Tarcísio Motta (RJ), considerou que, apesar das mudanças do relator, ainda há trechos do texto que podem criminalizar moradores de favela. "Queremos criminalizar o artista do funk e achar que assim vamos combater o crime organizado? Pois não é. Crime organizado se combate retirando poder econômico e político", afirmou.
Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), o projeto é o texto que a população espera do Congresso que, segundo ele, vem sendo omisso sobre segurança pública há muitas décadas. "Estamos dando um passo fundamental no combate de fato às organizações criminosas. O criminoso sabe que, se cometer crime, ele terá a mão pesada do Estado."
O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), vice-líder do PL, destacou que o projeto vai ser "o pontapé inicial" para retirar organizações criminosas da política. "Este projeto de endurecimento da pena, com artifícios para buscar os recursos das organizações criminosas e o fortalecimento das nossas polícias, vai ser a virada do jogo."
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria, disse que o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro, vive uma guerra civil não declarada. "O Derrite fez um relatório brilhante para realmente combater o crime organizado. E nós vimos, lá no Senado, um relator que quis trazer mudanças que afrouxavam novamente todas as medidas para combater o crime organizado."
Taxação das bets
Vários deputados da base do governo criticaram a aprovação de destaque para retirar a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado.
Segundo o deputado Bohn Gass (PT-RS), tirar a taxação das bets é favorecer o crime. "Precisamos ter estrutura para combater o crime e asfixiar os poderosos e os criminosos de colarinho branco do andar de cima", afirmou.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a cobrança traria R$ 30 bilhões para a segurança pública. Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), "é gravíssimo retirar a possibilidade de taxação das bets". "Isso é ser conivente com o crime", avaliou.
Para o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), a Câmara se curvou ao lobby das bets. "Esta turma tem de dar uma contrapartida, já basta a destruição que estão fazendo nas famílias brasileiras. Agora não vai contribuir com a segurança pública?", questionou.
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Deputados rejeitaram a maior parte das alterações feitas pelo Senado Leia mais "Câmara conclui votação do projeto de lei antifacção; texto segue para sanção"
O relator do projeto de lei antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), recomendou ao Plenário da Câmara a rejeição da maior parte das alterações feitas pelos senadores. Ele afirmou que o texto do Senado promove um "enfraquecimento estrutural" da versão aprovada no ano passado pela Câmara, "diluindo conceitos, reduzindo penas, suprimindo instrumentos eficazes de repressão às facções criminosas e reabrindo margens interpretativas que favorecem a impunidade".
"O parecer do Senado dilui o conceito original, torna o texto mais interpretativo e menos objetivo, fragiliza a segurança jurídica e amplia significativamente o risco de decisões conflitantes entre tribunais", disse Derrite, ao criticar a exclusão dos tipos penais criados pelo texto aprovado na Câmara em novembro de 2025.
O deputado também foi contra excluir o conceito de domínio territorial criminoso que, segundo ele, engloba fenômenos como o domínio de cidades e o "novo cangaço".
De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 5582/25 aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias.
Derrite reclamou de o parecer do Senado ter reduzido penas em diversos dos crimes previstos no projeto. "O parecer esvazia a resposta estatal, sinaliza tolerância normativa frente a estruturas criminosas altamente violentas e organizadas e contraria frontalmente a lógica de endurecimento penal necessária para desarticular facções", afirmou.
Repasse a estados
O texto do Senado também retirou a previsão de repasse de percentual de bens apreendidos quando a ação policial fosse conduzida conjuntamente pela polícia civil do estado e a Polícia Federal.
"O texto do Senado substitui a lógica de repartição objetiva pela vaga expressão 'visando a uma gestão unificada', que, na prática, significa centralização federal", declarou Derrite.
Cide-Bets
Um ponto elogiado por Derrite no texto do Senado foi a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado até a instituição do Imposto Seletivo sobre esses jogos em 2027.
"Cuida-se de mecanismo de ampliação estrutural do financiamento da segurança pública, que cria uma fonte estável e vinculada de recursos para ações de inteligência, repressão ao crime organizado e fortalecimento do sistema prisional”, disse o relator.
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Proposta está em análise no Plenário da Câmara Leia mais "Relator pede rejeição de maioria das mudanças feitas pelo Senado no projeto antifacção; acompanhe"
A Câmara dos Deputados iniciou a Ordem do Dia do Plenário e analisa agora o projeto de lei antifacção, que retornou do Senado com alterações. O relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), recomenda a rejeição da maior parte do texto dos senadores.
De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 5582/25 aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias.
Derrite propõe manter o texto aprovado pela Câmara no ano passado, tipificando em outra lei várias condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas com penas de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos.
Do texto do Senado ele incluiu, por exemplo, a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado até a instituição do Imposto Seletivo sobre esses jogos em 2027.
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Bruno Spada/Câmara dos Deputados Deputados na sessão do Plenário desta terça-feira A Câmara dos Deputados iniciou a Ordem do Dia do Plenário e analisa agora o projeto de lei antifacção, que retornou do Senado com alterações. O relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), recomenda a rejeição da maior parte do texto dos senadores. De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 5582/25 aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias. Derrite propõe manter o texto aprovado pela Câmara no ano passado, tipificando em outra lei várias condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas com penas de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos. Do texto do Senado ele incluiu, por exemplo, a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado até a instituição do Imposto Seletivo sobre esses jogos em 2027. Mais informações em instantes Assista ao vivo Leia mais "Deputados analisam mudanças no projeto de lei antifacção; acompanhe"
A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) anunciou nesta terça-feira (24) que, na próxima semana, serão votadas duas propostas que tratam sobre a violência vicária como forma de agressão. Violência vicária é a que ocorre por substituição, ou seja, contra outras pessoas, mas com a intenção de atingir a mulher. Neste caso, a violência contra filhos, dependentes ou outros parentes da rede de apoio da mulher, com o objetivo de atingi-la. "É um feminicídio às avessas, mas muito mais grave. Porque faz a mãe se sentir culpada a vida inteira pela morte de seus filhos ou seus pais", disse a parlamentar.
Segundo a deputada, a ideia é unir duas propostas que tratam do tema. A primeira, da própria Laura Carneiro, inclui na Lei Maria da Penha, de modo expresso, a violência vicária entre as definições de violência doméstica contra a mulher (PL 3880/24). E a segunda (PL 2767/25), da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outras quatro parlamentares, inclui o homicídio vicário no Código Penal.
"O que estamos propondo é unir os dois projetos para que possamos na semana que vem, em homenagem à mulher brasileira, incluir a violência vicária na legislação brasileira", disse Laura Carneiro.
Em discursos no Plenário, as deputadas citaram o caso do secretário de governo de Itumbiara (GO), que matou seus dois filhos para atingir a esposa. Ele depois se suicidou. "Queremos dizer ao Brasil que, como mulheres que atuamos juntas no Parlamento, pedimos ao presidente Hugo Motta que priorize os temas das mulheres e coloquemos em votação o enfrentamento à impunidade pelas crianças de Itumbiara e também pela mãe, que não seja ela julgada", afirmou Maria do Rosário.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados Laura Carneiro (D): "estamos propondo incluir a violência vicária na legislação brasileira" A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) anunciou nesta terça-feira (24) que, na próxima semana, serão votadas duas propostas que tratam sobre a violência vicária como forma de agressão. Violência vicária é a que ocorre por substituição, ou seja, contra outras pessoas, mas com a intenção de atingir a mulher. Neste caso, a violência contra filhos, dependentes ou outros parentes da rede de apoio da mulher, com o objetivo de atingi-la. "É um feminicídio às avessas, mas muito mais grave. Porque faz a mãe se sentir culpada a vida inteira pela morte de seus filhos ou seus pais", disse a parlamentar. Segundo a deputada, a ideia é unir duas propostas que tratam do tema. A primeira, da própria Laura Carneiro, inclui na Lei Maria da Penha, de modo expresso, a violência vicária entre as definições de violência doméstica contra a mulher (PL 3880/24). E a segunda (PL 2767/25), da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outras quatro parlamentares, inclui o homicídio vicário no Código Penal. "O que estamos propondo é unir os dois projetos para que possamos na semana que vem, em homenagem à mulher brasileira, incluir a violência vicária na legislação brasileira", disse Laura Carneiro. Em discursos no Plenário, as deputadas citaram o caso do secretário de governo de Itumbiara (GO), que matou seus dois filhos para atingir a esposa. Ele depois se suicidou. "Queremos dizer ao Brasil que, como mulheres que atuamos juntas no Parlamento, pedimos ao presidente Hugo Motta que priorize os temas das mulheres e coloquemos em votação o enfrentamento à impunidade pelas crianças de Itumbiara e também pela mãe, que não seja ela julgada", afirmou Maria do Rosário. Leia mais "Câmara votará na semana que vem projetos que criam punição contra violência vicária"A nova diretoria do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista (Sindilojas) de Brusque, Guabiruba e Botuverá tomou posse na noite desta segunda-feira, 23, em cerimônia realizada no Centro Empresarial de Brusque (CESCB).
O ato marcou o início da gestão 2026-2030 e a transição na presidência da entidade.
O evento reuniu representantes de diversas instituições e oficializou a saída de Marcelo Gevaerd, que esteve à frente do sindicato nos últimos anos.
Ao se despedir do cargo, ele destacou a confiança na nova gestão e afirmou que deixa a presidência com tranquilidade.
“Hoje eu estou super feliz, porque sei que quem assume está preparado. O Fernando vem sendo preparado há três anos, é uma pessoa bacana e terá uma experiência fantástica na presidência”.
A partir de agora, o sindicato será presidido por Fernando Walendowsky. Ele já integrava a diretoria e afirmou que a chegada ao cargo ocorreu de forma natural, após anos de participação ativa na entidade.
“Para mim é uma honra muito grande representar o Sindilojas e o comércio de Brusque, Guabiruba e Botuverá. É uma honra, mas também uma responsabilidade. Fiquei quatro anos na diretoria, sempre participei bastante e me interessei pelas questões da entidade. O processo de assumir a presidência foi natural, especialmente após os 12 anos de excelente trabalho do Marcelo”.
A vice-presidência ficará com Mari Suzana Cassaniga Rosa, primeira mulher a ocupar o cargo na história do sindicato. Ela destacou a importância da representatividade feminina em espaços de liderança.
“Quero dar voz a outras mulheres que muitas vezes não se sentem capazes, mas podem, sim, ocupar esse espaço e estar à frente de entidades tão importantes, que por muito tempo ficaram apenas no papel masculino”.
Além da presidência e vice-presidência, a nova diretoria reúne representantes de diferentes segmentos do comércio, serviços e turismo.

O Projeto de Lei 6212/25, do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), estabelece contagem em dobro do prazo da prescrição intercorrente (quando o processo fica parado por tempo demais e a cobrança perde a validade) nos processos de execução em que o valor atualizado da dívida seja de R$ 500 mil ou mais. Nesse tipo de caso, vale o dobro do prazo normal de prescrição previsto para a cobrança principal.
A proposta, que inclui a regra no Código de Processo Civil (CPC), está em análise na Câmara dos Deputados.
Segundo Mandel, a legislação atual sobre a prescrição intercorrente tem levado à extinção prematura de execuções e a uma proteção irrazoável do devedor, em especial aquelas de grande valor econômico.
Ele citou caso iniciado pelo Banco do Estado do Pará (Banpará) em 1986 contra um supermercado. O processo, com dívida atualizada de mais de R$ 12 milhões, foi extinto por ter ficado parado por mais de 14 anos. "A complexidade da busca por elementos cabíveis para execução da dívida, aliada à morosidade judicial, podem resultar em decisões que lesem o credor e facilitem a inadimplência do devedor", afirmou Mandel.
A aprovação da proposta vai proteger o interesse dos credores que têm altos valores a receber, de acordo com o deputado. "É passo inicial para equilibrar a celeridade processual com a real efetividade da execução, preservando a boa-fé e garantindo que o processo não se torne um incentivo à inadimplência", disse.
Próximos passos
A proposta será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa passar pela Câmara e pelo Senado.

O Projeto de Lei 6403/25, do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), estabelece antecedência mínima de 24 horas do início da sessão virtual de julgamento para disponibilização de relatório e voto de relator. Será assegurado acesso às partes no processo, aos procuradores e aos demais julgadores. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.
Atualmente, o Código de Processo Civil (CPC) estabelece apenas prazo de cinco dias entre a data da publicação da pauta e a da sessão de julgamento.
Ribeiro afirmou que, com a digitalização acelerada do Judiciário, o uso do julgamento virtual aumentou de forma significativa. Apesar dos ganhos de celeridade e eficiência, o autor lamenta que muitos tribunais disponibilizam o voto apenas no momento da abertura da sessão virtual. "Essa dinâmica fragiliza a participação efetiva dos interessados e reduz a integridade deliberativa dos colegiados", disse.
Segundo Ribeiro, as partes precisam ter acesso ao conteúdo que será decidido, porque o contraditório constitucional não se limita à mera ciência dos atos processuais, mas abrange a possibilidade real de influenciar o resultado do julgamento. "Essa influência somente é viável quando a parte conhece, com antecedência razoável, os fundamentos que serão submetidos ao colegiado", declarou o deputado.
Próximos passos
A proposta será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
A Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Guabiruba apresentou um balanço das ações executadas em 2025 e das obras previstas para 2026.
O relatório reúne intervenções nas áreas de mobilidade, educação, saúde, lazer e urbanização, além de projetos estruturantes voltados ao crescimento do município.
Segundo a pasta, o foco é atender demandas antigas e preparar a cidade para os próximos anos, com continuidade das obras consideradas essenciais e planejamento de novas intervenções com impacto direto na qualidade de vida da população.
O documento lista as principais obras em execução e em fase de planejamento, mas o cronograma pode ser ampliado ao longo do ano, conforme novas demandas.
A Secretaria também mantém ações permanentes de manutenção e pavimentação em parceria com a comunidade. De acordo com a pasta, essas intervenções são fundamentais para atender a população.
Ao longo de 2025, os trabalhos priorizaram a conclusão de obras, melhorias em espaços públicos e investimentos em infraestrutura.
Mobilidade urbana e infraestrutura viária
Aquisição de veículos e maquinários
Conforme a Secretaria, as ações buscaram melhorar a infraestrutura viária, os espaços públicos e as estruturas de atendimento, com prioridade para acessibilidade e segurança.
Para 2026, a Secretaria projeta investimentos concentrados em pavimentação, saneamento e infraestrutura urbana.
Mobilidade urbana e infraestrutura viária
Ampliação da frota
Segundo a Secretaria, o planejamento segue alinhado ao orçamento municipal. A meta é manter o equilíbrio entre novas obras, manutenção e continuidade dos projetos já iniciados.
A Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Guabiruba apresentou um balanço das ações executadas em 2025 e das obras previstas para 2026. O relatório reúne intervenções nas áreas de mobilidade, educação, saúde, lazer e urbanização, além de projetos estruturantes voltados ao crescimento do município. Segundo a pasta, o foco é atender demandas antigas e Leia mais "Obras e investimentos impulsionam avanços na infraestrutura de Guabiruba"O Brusque caiu para a Chapecoense nas semifinais do Campeonato Catarinense 2026 neste domingo, 22, mas segue na disputa da competição.
O Quadricolor perdeu a primeira partida no Estadual por 3 a 0, em Chapecó, após vencer na ida por 1 a 0. Agora, o Brusque joga a Taça Acesc 70 Anos, que vale uma vaga à Copa do Brasil.
Nas semifinais da Taça Acesc 70 Anos, o Brusque encara o Criciúma, que eliminou o Concórdia. Nas eliminatórias, o Tigre empatou em 2 a 2 fora de casa e, neste domingo, bateu o Galo do Oeste por 4 a 0 para avançar.
A semifinal será em jogo único, na Arena Simon, em Brusque, em data a confirmar.
Na final da Taça Acesc 70 Anos, Brusque ou Criciúma encaram Camboriú ou Avaí, que vão se enfrentar na semifinal no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, onde a Cambura está mandando seus jogos neste Estadual.
Neste ano, o Brusque ficou de fora da Copa do Brasil, já que caiu nas quartas de final do Catarinense e na fase de grupos da Copa Santa Catarina no ano passado.
O Brusque caiu nas semifinais do Campeonato Catarinense 2026 após ser derrotado por 3 a 0 pela Chapecoense neste domingo, 22, na Arena Condá, em Chapecó. Esta foi a primeira derrota quadricolor na competição.
Após a vitória por 1 a 0 na ida, o Quadricolor jogava pelo empate, mas, após a expulsão de Ryan Santos aos 37 do primeiro tempo, a missão ficou mais difícil. O Brusque não conseguiu segurar a pressão, e o Verdão do Oeste buscou os gols necessários com Jean Carlos, Walter Clar e Higor Meritão. A Chape vai jogar a final pelo segundo ano seguido, após ser vice para o Avaí em 2025, em busca o oitavo título estadual, o primeiro desde 2020.
O jogo teve o segundo maior público do campeonato, com 16.037 torcedores, apenas atrás de Chapecoense x Criciúma nas quartas de final (mais de 17,8 mil).
Higo Magalhães fez apenas uma mudança no Brusque em relação ao jogo de ida. Ryan Santos entrou na zaga e Bernardo foi deslocado para o meio-campo por conta da ausência de Biel, suspenso. Já na Chapecoense, Gilmar dal Pozzo colocou o atacante Neto Pessoa, recuperado de lesão, no lugar do lateral-direito Marcos Vinícius. Assim, Marcinho atuou na ala. Além disso, Carvalheira entrou na vaga de João Vitor no meio.
O primeiro tempo foi aberto na Arena Condá. Com menos de um minuto, após ótima combinação pela direita, Jean Carlos cruzou da direita e Clar apareceu livre de frente para o gol, mas pegou muito mal e perdeu uma chance incrível para a Chape. Aos 2, João Prado cobrou escanteio na área e Ryan Santos raspou de cabeça, mas a bola saiu à esquerda do gol.
A iniciativa foi da Chapecoense, mas o Brusque não abriu mão de atacar e acabou dando espaços para o time rival, que teve algumas chances bastante claras. Aos 9, depois de cruzamento da esquerda de Clar, Alisson Cassiano cortou esquisito e a bola sobrou para Marcinho, que chutou mal de dentro da área e desperdiçou outra boa ocasião.
Já aos 13, Nogueira errou na saída de bola e entregou nos pés de Jean Carlos, que mandou uma bomba de fora da área e carimbou o travessão. No minuto seguinte, o Brusque foi quem esteve perto de marcar. No rebote de cruzamento de Gazão, Bernardo ficou com espaço na entrada da área e arriscou chute colocado, acertando a trave.
Pelos dois lados, a Chapecoense chegava bem e voltou a assustar aos 18. Após cruzamento de Jean Carlos, Marcinho apareceu livre na segunda trave, mas pegou mal e errou o gol por muito. O Brusque tinha dificuldades para se defender, mas ao menos tinha fôlego para atacar e não deixar a defesa rival se acomodar. Aos 24, Raimar cruzou da esquerda, Léo Vieira saiu mal e Luizão cabeceou na segunda trave, mas errou o alvo.
O jogo tomou um novo rumo aos 37. Após um lançamento do campo de defesa, Ítalo se desvencilhou da defesa e acabou puxado por Ryan Santos. Inicialmente, o juiz não marcou falta, mas, após ser acionado pela arbitragem de vídeo, acabou aplicando vermelho direto para o zagueiro quadricolor.
A partir daí, a Chapecoense passou a pressionar com mais força. Aos 40, após finalização de Doma de fora da área, a bola bateu na defesa do Brusque e sobrou para Ítalo, que finalizou com espaço dentro da área, mas acertou Alisson Cassiano. Logo depois, Higo refez a defesa com três jogadores, colocando Alex Paulino no lugar de Luizão.
O Brusque tentava se segurar, mas a Chape quebrou o cadeado aos 46. Após cruzamento de Doma, a defesa do Brusque afastou parcialmente. No rebote, Victor Leonardo chutou e acertou a defesa quadricolor. Em mais uma sobra, Jean Carlos dominou dentro da área, encheu o pé e, após desvio, venceu Nogueira para fazer 1 a 0.
O Verdão do Oeste seguiu em cima até o fim dos sete minutos de acréscimos e chegou bem aos 50. Ítalo chutou de fora da área após um rebote de cobrança de escanteio, mas mandou em cima de Nogueira, na última ocasião da etapa inicial.
Para o segundo tempo, Higo Magalhães colocou o zagueiro Salas no lugar de João Prado, que estava amarelado, deslocando Alex Paulino para o meio-campo. E o time seguiu acuado. Aos 5, Doma recebeu de Ítalo na intermediária e encheu o pé, mas Nogueira defendeu de soco. Pouco depois, após cruzamento de Marcinho da direita, Clar ganhou de Léo Ataíde no alto e tocou de cabeça para o fundo do gol: 2 a 0.
Mesmo com o resultado suficiente para avançar à final, a Chapecoense seguiu agredindo, mas o Brusque foi obrigado a se arriscar mais. E o empate quase veio aos 14. Após ótima jogada pela esquerda, Gazão cruzou para a entrada da área e encontrou Alex Paulino, que finalizou bem, mas Carvalheira salvou quase em cima da linha.
Aos 17, Higo Magalhães fez novas mudanças para tentar uma nova abordagem. Os dois laterais, Léo Ataíde e Raimar, saíram, para as entradas de Petterson, atacante, e outro lateral, João Félix, trocando o esquema 5-3-1 adotado após a expulsão para um 4-3-2.
Ao longo do jogo, o ímpeto da Chapecoense diminuiu, mas o Verdão do Oeste seguia controlando as ações com a vantagem numérica e no placar, enquanto o Brusque buscava alternativas para tentar reagir, com muitas dificuldades devido ao desgaste físico. A última cartada de Higo foi a entrada de Álvaro na vaga de Gazão, aos 30.
No minuto seguinte, o Brusque voltou a assustar. Após jogada pela direita, Clinton cruzou e encontrou João Félix, que dominou e chutou forte, mas acertou a defesa alviverde.
Aos 38, na bola parada, o Brusque teve outra boa chance. Depois de cobrança de falta da área, Léo Vieira saiu errado e a bola sobrou para Salas, que pegou mal e mandou para longe.
Apesar do esforço no fim, o Brusque ainda viu a Chapecoense ampliar. Aos 50, Clar recebeu ótimo passe de Rubens pela esquerda e tocou para o meio da área, onde Higor Meritão, mesmo sem jeito, empurrou a bola para o fundo do gol e coroou a classificação alviverde: 3 a 0.
O campeonato ainda não terminou para o Brusque. Agora, o Quadricolor joga a semifinal da Taça Acesc 70 anos diante de Criciúma ou Concórdia, que estão em campo neste momento — o jogo de ida foi 2 a 2. O jogo único será na Arena Simon, em data a confirmar.
Já a Chapecoense encara o Barra na decisão do título. A partida de ida será na Arena Barra FC, em Itajaí, no próximo domingo, 1º, às 18h.
Chapecoense: Léo Vieira; Victor Caetano (Marcos Vinícius, min. 17/2ºt), Bruno Leonardo, Eduardo Doma; Marcinho, Camilo (Higor Meridão, min. 41/2ºt), Carvalheira, Jean Carlos (João Vitor, min. 41/2ºt), Walter Clar; Ítalo (Rubens, min. 24/2ºt), Neto Pessoa (Perotti, min. 17/2ºt). Técnico: Gilmar dal Pozzo
Brusque: Nogueira; Léo Ataíde (Petterson, min. 17/2ºt), Alisson Cassiano, Milhorim, Ryan Santos, Raimar (João Félix, min. 17/2ºt); Bernardo, Gazão (Álvaro, min. 30/2ºt), João Prado (Salas, intervalo); Clinton, Luizão (Alex Paulino, min. 42/1ºt). Técnico: Higo Magalhães
Gols: 1-0, min. 46/1ºt, Jean Carlos. 2-0, min. 6/2ºt, Walter Clar. 3-0, min. 51/2ºt, Higor Meritão
Amarelos: Walter Clar, Victor Caetano, Bruno Leonardo (CHA); João Prado, Gazão, Alex Paulino, Alisson Cassiano (BRU)
Vermelho: Ryan Santos (BRU)
Arbitragem: Rodrigo D’Alonso Ferreira (Fifa), auxiliado por Alex dos Santos (CBF) e Eder Alexandre (CBF). VAR com Heberto Roberto Lopes e Adriano Roberto de Souza
Público: 16.037 torcedores
Renda: R$ 371.150
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