Carlos Renaux bate Marcílio Dias e embola luta contra o rebaixamento no Catarinense

Carlos Renaux bate Marcílio Dias e embola luta contra o rebaixamento no Catarinense

O Carlos Renaux venceu nesta quinta-feira, 26, um jogo decisivo diante do Marcílio Dias pela penúltima rodada do quadrangular do rebaixamento do Campeonato Catarinense 2026 e embolou a briga contra o descenso. O Vovô bateu o Marinheiro por 2 a 1 na Arena Simon, com gols de Cássio e Erverson. Kaíque Maciel descontou.

As duas equipes tiveram jogadores expulsos: primeiro Miguel Silva, do Marcílio, e depois Carlos Henrique, do Renaux. O Vovô recebeu um cartão vermelho em todos os jogos do quadrangular.

As duas equipes dividem a liderança do quadrangular com dez pontos, mas o Marcílio tem vantagem no saldo de gols (+3 contra 0). Apenas o primeiro colocado se salva. O Figueirense tem quatro pontos e ainda pode sonhar com a permanência desde que vença o Joinville, já rebaixado, nesta sexta-feira, 27, fora de casa.

O jogo teve o maior público do Renaux como mandante no campeonato, com 832 torcedores. A torcida do Marcílio Dias, porém, lotou o seu espaço, com cerca de 500 pessoas.

Torcida do Carlos Renaux no jogo contra o Marcílio Dias | Foto: Bruno da Silva/O Município
Torcida marcilista lotou espaço destinado aos visitantes | Foto: Bruno da Silva/O Município

Vantagem merecida

O técnico André Horta manteve a mesma escalação do Carlos Renaux que venceu o Joinville. Já Emerson Cris trocou o esquema de três zagueiros do Marcílio Dias para um 4-3-3, com o atacante Felipe Cruz entrando no lugar de Marcelo Sousa.

Apesar de um esquema tático teoricamente mais ofensivo, o Marcílio apostou nos contra-ataques no primeiro tempo, e o Renaux teve a iniciativa desde início, apesar de demorar para criar chances claras devido a erros de tomada de decisão.

A primeira boa ocasião do Renaux veio aos 13. Após cobrança de escanteio de MT, Rocha subiu alto e cabeceou bem, mas Cavichioli salvou o Marcílio. Já o Marinheiro assustou aos 21. Depois de uma dividida dentro da área, Felipe Baiano ficou com a bola e chutou forte, porém Edson espalmou. Apenas na bola parada o time de Itajaí conseguiu chegar bem.

Já o Renaux buscava articular jogadas, principalmente pela direita. Aos 25, após ótima jogada por aquele lado, Arouca cruzou e encontrou Cássio livre, mas o atacante pegou mal na tentativa de voleio.

O Renaux tentava ser um time propositivo para articular o jogo com calma, mas o gol acabou vindo após uma bola roubada no meio-campo aos 34. MT tabelou e finalizou da entrada da área, em cima da marcação. No rebote, Cássio mandou no canto direito de Cavichioli, sem chances para o goleiro: 1 a 0. Foi a primeiro gol do atacante, um dos poucos remanescentes da campanha do acesso, no campeonato.

O gol acabou abrindo mais espaços para o Renaux atacar e a equipe aproveitou. Aos 38, em um contra-ataque puxado desde o meio-campo, Erverson ganhou de Victor Guilherme e invadiu a área, mas acabou decidindo mal e finalizando para longe.

Novamente na bola parada, o Marcílio esteve perto do empate, aos 43. Após cobrança de falta na área, a zaga do Renaux afastou parcialmente e Felipe Baiano pegou de primeira no rebote, mas mandou sobre o gol.

Quem marcou, no entanto, foi o time da casa. Aos 45, em contra-ataque puxado pelo meio, o Marcílio Dias se abriu e Erverson partiu livre pelo meio após passe de Ruan. Na cara do gol, o camisa 9 deslocou o goleiro e fez 2 a 0. Inicialmente, a arbitragem marcou impedimento, mas o centroavante estava claramente em posição legal.

Marinheiro melhora com alterações

Para a segunda etapa, o técnico Emerson Cris promoveu uma mudança no Marcílio Dias, com a entrada do volante Roldan no lugar do atacante Zé Carlos.

O Marcílio voltou para a segunda etapa tentando cadenciar mais o jogo e ter a bola para evitar ser pressionado. A primeira chance do time visitante veio aos 7. No rebote de cobrança de falta, Roldan recebeu na entrada da área e chutou colocado, por cima.

O Renaux, que buscava ainda um gol para superar o rival na classificação, tentava explorar os espaços na transição. Aos 10, em jogada rápida pela esquerda, Erverson disparou e descolou chute cruzado, que passou raspando a trave esquerda de Cavichioli.

O Marcílio voltou a chegar aos 12. Cesinha recebeu na entrada da área, limpou a marcação e chutou forte de canhota, muito perto do ângulo. Emerson Cris seguiu fazendo alterações na equipe e, em jogada de dois jogadores que vieram do banco, o Marinheiro conseguiu um valioso gol.

Aos 28, após vacilo de Arouca, Miguel Silva roubou a bola e lançou Kaíque Maciel, que, na cara do goleiro, não desperdiçou a chance e descontou para o Marinheiro.

Um vermelho para cada lado

Após descontar o marcador, o Marinheiro se encheu de confiança e parecia o time mais provável a marcar o próximo gol, mas um lance aos 35 mudou o jogo. Em uma jogada no campo de ataque, Miguel Silva chegou atrasado em cima de Mococa e acabou recebendo o vermelho direto, deixando o Marcílio com um a menos.

Com um a mais, André Horta tirou os dois laterais para as entradas do volante Mello e do centroavante Jefferson Tavares, buscando ampliar a vantagem. O time, no entanto, não conseguiu grandes oportunidades com 11 x 10.

O Renaux ainda acabou tendo Carlos Henrique expulso aos 53, por uma falta fora do lance. O jogador recebeu o segundo cartão vermelho em dois jogos pelo Vovô, ambos saindo do banco. No entanto, a segunda vitória consecutiva foi confirmada e a equipe vai à última rodada ainda com chances de permanência.

Sequência

Na rodada final, ainda em data a confirmar, o Marcílio Dias recebe o rebaixado Joinville, enquanto o Carlos Renaux joga no Orlando Scarpelli diante do Figueirense.

Caso o Furacão não vença o JEC nesta sexta-feira, 27, também entrará em campo na rodada final com o rebaixamento decretado.

Carlos Renaux 2×1 Marcílio Dias

Carlos Renaux: Edson; Arouca (Mello, min. 40/2ºt), Tiago, Rocha, Zamora (Jefferson Tavares, min. 40/2ºt); Vitor Carré, Ruan (Keven, min. 28/2ºt), MT; Mococa, Cássio (Carlos Henrique, min. 14/2ºt), Erverson. Técnico: André Horta

Marcílio Dias: Matheus Cavichioli; Victor Guilherme, Reginaldo, Luan, Jonathan Lisboa (Vitinho, min. 44/2ºt); Guilherme Kanté, Felipe Baiano (Miguel Silva, min. 22/2ºt), Cesinha; Zé Carlos (Roldan, intervalo), Lucas Batatinha, Felipe Cruz (Kaíque Maciel, min. 22/2ºt). Técnico: Emerson Cris

Gols: 1-0, min. 35/1ºt, Cássio. 2-0, min. 46/1ºt, Erverson. 2-1, min. 29/2ºt, Kaíque Maciel

Amarelos: Ruan (CAR); Guilherme Kanté, Jonathan Lisboa, Vitinho, Roldan (MAR)

Vermelhos: Carlos Henrique (CAR); Miguel Silva (MAR)

Arbitragem:  Cinésio Mendes Júnior (FCF), auxiliado por Alex dos Santos (CBF) e Mauro Ricardo Oliveira Alves da Luz (CBF). No VAR, Wagner Reway e Eder Alexandre

Público: 832 torcedores

Renda: R$ 16.450

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Programa Câmara pelo Brasil é inaugurado em Salvador com debate sobre trabalho por aplicativo

Programa Câmara pelo Brasil é inaugurado em Salvador com debate sobre trabalho por aplicativo
Divulgação
Leo Prates coordenou o debate em Salvador do programa Câmara pelo Brasil

Debate realizado em Salvador (BA) sobre a regulamentação do trabalho por aplicativo inaugurou, nesta quinta-feira (26), o programa Câmara pelo Brasil. A iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), visa estreitar os laços da Casa com o cidadão e aproximar a atividade parlamentar das realidades regionais. O evento ocorreu na Câmara Municipal da capital baiana, sob a coordenação do deputado Leo Prates (PDT-BA).

“Salvador, como a primeira capital do Brasil, está pela primeira vez recebendo o projeto Câmara pelo Brasil. Eu tenho muito orgulho de ter participado – junto com o deputado Da Vitoria (PP-ES) e o deputado Hugo Motta – da gestação desse projeto", disse Leo Prates.

Prates também agradeceu o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Muniz, por receber os deputados federais. "Muito desse projeto tem a ver com Câmara Itinerante, que é um projeto da Câmara de Salvador que roda os bairros. Então, a ideia é que o Câmara pelo Brasil rode as cidades com os principais debates da Câmara e aproxime a Câmara da população”, disse o deputado.

Aplicativos
Leo Prates é vice-presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 152/25, sobre regulamentação dos trabalhadores por aplicativo. As estimativas mostram que existem hoje cerca de 1,7 milhão de motoristas e 500 mil entregadores que utilizam essas plataformas para trabalhar.

O texto foi o foco de três audiências públicas em Brasília, reunindo representantes de trabalhadores, empresas, governo e Justiça. O tema é alvo de vários questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), prometeu apresentar seu texto final, em cerca de duas semanas, para votação na comissão especial. A expectativa é de votação em Plenário em março ou abril.

“Hoje é a terra de ninguém: os aplicativos impõem a forma que querem tratar os trabalhadores, exigem o que querem, pagam como querem. Isso acontece porque falta uma legislação que trate desse assunto. Que é exatamente o que nós estamos tentando fazer”, disse Coutinho.

Ele afirmou que o relatório vai buscar a garantia de direitos dos trabalhadores – como transparência de valores, seguro de acidentes ou de vida e aposentadoria – sem custos excessivos que inviabilizem os investimentos das plataformas e a geração de novos empregos.

Reclamações
A audiência em Salvador registrou muitas reclamações de motoristas de aplicativos sobre a atuação das plataformas. O motorista Cláudio Sena deu um exemplo.

“Agora no Carnaval, a Uber cobrou de uma passageira R$ 310 no black da Barra para o aeroporto. E para o motorista aparecendo R$ 175. Eu tenho esse print lá para fazer uma publicação. Como pode um negócio desse?, questionou.

Alguns motoristas também se queixaram do projeto em análise na Câmara dos Deputados. O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Motoristas de Aplicativos, deputado Daniel Agrobom (PL-GO), garantiu que está atento às reivindicações da categoria.

“Se não vier um relatório em que vocês, trabalhadores, sejam realmente valorizados, nós não vamos aceitar. A frente parlamentar tem um bom número de deputados: se for preciso levar isso para o Plenário, nós vamos levar. O nosso intuito é trabalhar o máximo possível para que essa regulamentação aconteça, mas que ela aconteça trazendo como ponto principal a valorização do trabalhador”, disse.

Além de ampliar a interlocução entre o Legislativo e a sociedade, o programa Câmara pelo Brasil busca contribuir com a formulação de políticas públicas mais eficazes, fortalecer o processo legislativo e melhorar a percepção da população sobre o trabalho parlamentar.

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Parlamentares de CPMI afirmam que família Camisotti recebeu mais dinheiro que ‘Careca do INSS’

Parlamentares de CPMI afirmam que família Camisotti recebeu mais dinheiro que 'Careca do INSS'
Carlos Moura/Agência Senado
Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (E) e Paulo Camisotti

Deputados e senadores da CPMI do INSS afirmaram nesta quinta-feira (26) que a família Camisotti movimentou, no esquema de descontos ilegais sobre aposentadorias e pensões, valores muito superiores aos atribuídos a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” – apontado até então como o maior operador financeiro do caso. Parlamentares também classificaram Paulo Camisotti (filho do empresário Maurício Camisotti, acusado de envolvimento na fraude) como herdeiro e peça central da estrutura montada pela família para operar o que chamaram de “império do crime”.

Paulo Camisotti compareceu à comissão mista de inquérito na condição de testemunha, segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Amparado por um habeas corpus, o depoente permaneceu em silêncio diante de diversas perguntas feitas pelos parlamentares. Durante a oitiva, houve pedidos dos integrantes da CPMI para que ele deixe a condição de testemunha e passe a ser investigado.

O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o foco no "Careca do INSS" acabou desviando a atenção dos parlamentares sobre a família, que teria movimentado valores cinco vezes maiores do que ele. Segundo o deputado, três entidades investigadas teriam repassado juntas mais de R$ 800 milhões, sendo que cerca de R$ 350 milhões teriam chegado diretamente a empresas ligadas aos Camisotti.

"Essa família é três, quatro vezes, cinco vezes, melhor falando, mais forte do que o Careca do INSS. Botaram o nome do Careca do INSS e a gente ficou repetindo que ele era o maior operador financeiro. Mas lembrem desse nome: Camisotti. Nessa operação aqui, foi cinco vezes maior", declarou.

Gaspar também defendeu a mudança de status do depoente. "Que ele saia daqui como investigado e seja preso", afirmou.

Empresas suspeitas
O relator destacou ainda que Paulo Camisotti figura como presidente ou representante de mais de 20 empresas. Entre elas estão a Benfix, a Brasil Dental Serviços Compartilhados e a Rede Mais Saúde, apontadas em investigações como destinatárias de recursos de associações que operavam descontos sobre benefícios do INSS.

Segundo Gaspar, isso em tese indicaria um empresário bem-sucedido, mas o depoente não explicou quais são as atividades dessas empresas, apesar da movimentação de cifras milionárias apontadas na investigação.

Ao ser questionado sobre a relação dele ou de suas empresas com as associações, Camisotti respondeu apenas: “Vou permanecer em silêncio”. Repetiu a frase ao ser perguntado sobre cargos, vínculos societários e outros pontos considerados informativos pelos parlamentares.

  Paulo Camisotti depôs nesta quinta-feira na comissão como testemunha
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Caminhão tomba às margens de rodovia em Nova Trento

Caminhão tomba às margens de rodovia em Nova Trento

Um caminhão tombou às margens da rodovia Gentil Battisti Archer (SC-108), em Nova Trento, no fim da tarde desta quinta-feira, 26.

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a pista está interditada para a retirada do veículo.

O caso aconteceu por volta das 17h, no quilômetro 143,5. Não houve feridos nem outro veículo envolvido.

Um vídeo que mostra o caminhão caído na via foi enviado por um leitor ao jornal O Município.

Confira o vídeo:

  Um caminhão caiu às margens da rodovia Gentil Battisti Archer (SC-108), em Nova Trento.
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Comissão aprova novas regras para atendimento de saúde a presos e uso de telemedicina

Comissão aprova novas regras para atendimento de saúde a presos e uso de telemedicina
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Adriana Ventura (NOVO - SP)
Texto aprovado é a nova versão da relatora, Adriana Ventura

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta a assistência integral à saúde de presos, priorizando o uso da telessaúde e o atendimento dentro das unidades prisionais.

O texto aprovado atualiza a Lei de Execução Penal para prever o uso de novas tecnologias de telemedicina e garantir que o deslocamento dos presos ocorra apenas quando os recursos locais forem insuficientes.

Pela proposta, atendimentos externos que não sejam de urgência ou emergência deverão ser previamente agendados, seguindo as mesmas regras de regulação aplicadas aos demais cidadãos. Já nos casos de urgência, o atendimento seguirá protocolos de estratificação de risco e ordem de chegada, sem privilégios para o apenado.

O projeto também assegura assistência humanizada à gestante e garante à criança em berçário prisional o acesso a políticas públicas como vacinação e triagem neonatal. O texto estabelece que o descumprimento injustificado de orientações de saúde por parte da mulher em relação à criança sob seu cuidado passará a ser considerado falta grave.

Alta periculosidade
Para presos de alta periculosidade, a direção do presídio poderá solicitar medidas especiais de segurança nos estabelecimentos de saúde, como acessos diferenciados e salas de espera específicas, para reduzir riscos à população e aos profissionais.

A relatora, deputada Adriana Ventura (Novo-SP), destacou que a medida, prevista orginalmente no Projeto de Lei 2560/15, do deputado João Campos (Republicanos-GO), busca eficiência e segurança, reduzindo gastos com escoltas e o tempo de permanência do preso fora do ambiente prisional.

A versão aprovada é o substitutivo da relatora, que incluiu medidas específicas para pré-natal e saúde da mulher e para casos excepcionais de presos de alta periculosidade.

“A telemedicina apresenta-se como alternativa, desde que haja recursos tecnológicos adequados”, afirmou a parlamentar, ressaltando ainda que o atendimento deve ocorrer nos mesmos moldes aplicados a qualquer cidadão que recorre ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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  Proposta segue em análise na Câmara
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Nova diretoria da CDL de Brusque toma posse para a gestão 2026-2027

Nova diretoria da CDL de Brusque toma posse para a gestão 2026-2027

A nova diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brusque tomou posse na noite desta quarta-feira, 25. Os novos diretores comandarão a entidade entre 2026 e 2027. A cerimônia ocorreu no Teatro do Centro Empresarial Social e Cultural de Brusque (Cescb).

O empresário Antônio Roberto Pacheco Francisco é o novo presidente da CDL, cargo que até então era ocupado por Valter Kohler. Na nova gestão, Altamir Antonio Schaadt será o vice-presidente, função que Pacheco exercia na diretoria anterior.

Antônio integra a entidade em Brusque há mais de 20 anos e, ao longo do período, ocupou diversas funções na diretoria, como diretor representante, conselheiro e vice-presidente em duas gestões.

“Nossa diretoria será conduzida de forma democrática e ética. Para mim, será um momento muito especial, pois estou no movimento lojista há 40 anos”, diz Antônio.

O vice-presidente, Altamir Schaadt, também atuou em outros cargos na entidade e chegou a ser presidente. “É necessário ter um senso de colaboração. Precisamos de empresários que se disponham a fazer isso”, afirma.

Onildo Dalbosco Júnior, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL-SC), prestigiou o atual presidente Antônio e parabenizou Valter pelo trabalho realizado em sua gestão.

“A CDL de Brusque é pujante em toda a região e desenvolve um trabalho muito forte. Ela contribui para que as empresas prosperem, trazendo inteligência de mercado e oportunidades de capacitação e treinamento”.

Valter Kohler, ex-presidente da CDL que atuou na gestão passada, agradeceu a todos os colegas e afirmou que presidiu a entidade com o objetivo de contribuir com a CDL. “Agora tenho a felicidade de passar o bastão ao meu vice-presidente”.

Silvio Dreveck, secretário de Estado da Indústria, do Comércio e do Serviço, também esteve na cerimônia representando o governador Jorginho Mello. “É muito importante que as entidades de classe se organizem para a comunidade, as empresas e também para o estado de Santa Catarina”.

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O vice-prefeito de Brusque, Deco Batisti (PL), também esteve no evento. “Sou apoiador de todas as entidades que querem fazer parte das decisões do poder público. Tomamos decisões muito mais acertadas quando trabalhamos em conjunto com elas”.

Confira a diretoria:

Presidente: Antônio Roberto Pacheco Francisco
Vice-presidente: Altamir Antonio Schaadt

Diretor Financeiro: Alexandre Zendron
Diretor de SPC: Fabricio Zen
Diretora Social e Eventos: Eni Terezinha Barni
Diretor de Aperfeiçoamento Profissional: Gilson Lang
Diretor Representante: Valter Kohler
Diretora CDL Jovem: Renata dos Santos
Diretor de Patrimônio: Alexandre Oriques
Diretor de Núcleo: Altamiro José Bambinetti

Conselho Fiscal:
Alcir Inácio Otto
Vanderlei Rogério de Limas
Ariberto Staack

Suplentes:
Marcelo Gevaerd
Gustavo Dalcégio

Assessor Jurídico:
Osmar Peron Júnior

Foto: João Henrique Krieger/O Município
Foto: João Henrique Krieger/O Município
Foto: João Henrique Krieger/O Município
Foto: João Henrique Krieger/O Município
Foto: João Henrique Krieger/O Município
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Acordo entre Mercosul e União Europeia contém regras sobre minerais, patentes e carros

Acordo entre Mercosul e União Europeia contém regras sobre minerais, patentes e carros

Aprovado pela Câmara dos Deputados, o acordo comercial provisório entre Mercosul e União Europeia (ITA, na sigla em inglês) mantém o direito de o Brasil aplicar imposto de exportação de minerais se a alíquota for menor para esse bloco parceiro.

Assim, por exemplo, caso o imposto de exportação seja aplicado sobre minerais raros (nióbio, lítio, cobalto, etc.), principal interesse europeu no setor, a alíquota para a União Europeia deverá ser metade, no mínimo, da imposta à exportação para outros países. Em todo caso, o imposto para a Europa não poderá ser maior que 25%.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas.
Deputados votaram o acordo em sessão do Plenário

A condição é mais vantajosa que a negociada em 2019, que proibia o Brasil de impor qualquer imposto de exportação a esses produtos no comércio entre os blocos.

Sobre o processo produtivo, o acordo incorpora a adoção de normas europeias de sustentabilidade e rastreamento da cadeia de suprimentos consolidadas no ato sobre matérias-primas críticas (CRMA, na sigla em inglês).

Setor automotivo
No setor automotivo, a negociação final conseguiu ampliar o período de transição para o fim completo de tarifas no comércio bilateral entre os blocos.

Veículos a combustão deverão ter tarifas eliminadas em 15 anos; veículos eletrificados, em 18 anos; veículos a hidrogênio, em um período de 25 anos, com 6 anos de carência.

Para veículos movidos a novas tecnologias, a tarifa zero ocorrerá em 30 anos, com 6 anos de carência.

No aspecto regulatório, o Mercosul reconhece como referência normativa o acordo de 1958 da Organização das Nações Unidas (ONU), o Unece.

Dessa forma, mesmo não sendo parte desse acordo, o Brasil se compromete a aceitar relatórios de ensaio emitidos na União Europeia em conformidade com esses regulamentos (como referentes a cintos de segurança, vidros, freios, emissões, entre outros).

 

 

 

Salvaguarda especial
Especificamente para o setor automotivo, salvaguardas especiais foram obtidas com mais fácil acionamento em relação às dos demais produtos.

Assim, se houver um aumento de importações de carros europeus que cause dano à indústria, o Brasil pode suspender o cronograma de redução de tarifas de todo o setor ou retomar a alíquota aplicável anteriormente (hoje, de 35%) por um período de 3 anos, renovável por mais 2 anos, sem necessidade de oferecer compensação à União Europeia.

No entanto, isso dependerá de parâmetros a serem apresentados à outra parte, como o nível de emprego, volumes de venda e produção, capacidade instalada e grau de ocupação da capacidade do setor automotivo.

Proteção de patentes
No âmbito do sistema de proteção de patentes e marcas como um todo, o acordo prevê o sistema de reconhecimento mútuo e proteção direta de Indicações Geográficas (IGs) a fim de conferir proteção extraterritorial a produtos genuinamente nacionais no mercado comunitário europeu.

Para mitigar o impacto na indústria nacional, instituiu-se o regime de salvaguarda dos usuários prévios, garantindo que produtores que já utilizavam de boa-fé termos como “parmesão” ou “gorgonzola” possam continuar a fazê-lo.

De outro lado, 37 indicações geográficas brasileiras passarão a ser reconhecidas e protegidas no território da União Europeia como, por exemplo:

  • cachaça (bebidas alcoólicas);
  • Canastra (queijos);
  • Pantanal (mel);
  • região do Cerrado Mineiro (café, erva mate e suas preparações);
  • Linhares (cacau e preparações de cacau);
  • Farroupilha (vinhos).

 

 

 

Medicamentos
No caso de medicamentos, as patentes seguirão acordos já assumidos pelas partes, como o acordo TRIPS sobre propriedade intelectual, no qual já está prevista exceção para políticas de saúde pública (licença compulsória) de acesso a medicamentos.

A flexibilidade da lei brasileira de propriedade industrial também é preservada para políticas de medicamentos genéricos.

O acordo entre Mercosul e União Europeia tramita na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/26 e seguirá para votação no Senado.

Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo

  Entre outros pontos, o texto prevê reconhecimento mútuo e proteção direta de produtos das chamadas indicações geográficas
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Câmara aprova acordo para realização no Brasil de conferência sobre espécies migratórias

Câmara aprova acordo para realização no Brasil de conferência sobre espécies migratórias
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Nilto Tatto (PT - SP)
Nilto Tatto: a COP15 projetará o Brasil como espaço de cooperação internacional

A Câmara dos Deputados aprovou o acordo para realização, no Brasil, da 15ª conferência dos países participantes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15). O evento ocorrerá de 23 a 29 de março de 2026, em Campo Grande (MS).

O acordo tramitou na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 50/26, que foi votado em Plenário nesta quarta-feira (25) e será enviado ao Senado.

O relator da proposta, deputado Nilto Tatto (PT-SP), afirmou que a realização da conferência projeta o Brasil como espaço de convergência para o diálogo técnico, científico e político sobre a conservação de espécies migratórias. "Espécies migratórias, por definição, dependem de múltiplos ecossistemas e da coordenação entre Estados para que seus ciclos de vida sejam preservados, o que torna a conferência um dos instrumentos mais emblemáticos da governança ambiental global", disse.

Na opinião de Tatto, ao sediar a conferência no Pantanal, o Brasil evidencia, de forma concreta, a interdependência entre conservação, desenvolvimento regional e cooperação internacional. "A realização da COP15 nesse bioma contribui para ampliar a visibilidade global de seus desafios e potencialidades, favorecendo a mobilização de parcerias técnicas e científicas", declarou.

A CMS (na sigla em inglês) é patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem como objetivo a conservação e o manejo das espécies migratórias terrestres, aquáticas e aéreas, promovendo a cooperação internacional, a proteção de habitats críticos, o fomento à pesquisa, a conscientização pública e a integração entre conservação e desenvolvimento sustentável. O acordo para realização do evento foi assinado em 21 de dezembro de 2025.

Segundo os ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, a organização do encontro deverá custar ao governo federal cerca de R$ 86 milhões, mas outros organizadores também deverão entrar com recursos, como governo do Mato Grosso do Sul e patrocinadores, principalmente a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Infraestrutura
O Brasil deverá arcar com todos os custos de realização da conferência, segundo detalhamento que envolve o espaço, acesso a serviços como alimentação e transporte, instalações médicas de emergência, segurança, tradução simultânea, sala de imprensa, equipamentos, equipes de apoio, etc.

De acordo com o texto, o governo buscará fornecer informações sobre acomodações adequadas em hotéis a uma distância razoável das instalações e a preços comerciais razoáveis.

Imunidades diplomáticas e isenções aduaneiras temporárias se aplicam ainda às equipes do secretariado que virão ao Brasil.

Custos de viagem
Pela realização do evento no país em vez de na sede da secretaria-executiva da convenção, em Bonn (Alemanha), o Brasil deve arcar inclusive com custos estimados em 581 mil dólares (cerca de R$ 3 milhões) com viagem e benefícios da equipe do secretariado da CMS, missões de planejamento, franquias de bagagem, pagamentos de subsistência, custos de deslocamento em terminais, equipe de apoio e de segurança.

O dinheiro deve ajudar ainda a pagar custos de viagem e subsistência de representantes de países-parte e não parte em desenvolvimento.

Durante o debate em Plenário, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) lamentou a destinação de recursos públicos para financiar a realização do evento. "Acabaram de fazer a COP30 ano passado e o Brasil, como é 'ricão', vai pagar tudo", criticou.

Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo

  Evento ocorrerá de 23 a 29 de março, em Campo Grande (MS); texto vai ao Senado
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Com foco em biocombustíveis, seminário aponta caminhos para a substituição gradual do petróleo

Com foco em biocombustíveis, seminário aponta caminhos para a substituição gradual do petróleo
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Seminário: Mapa do Caminho – Biocombustíveis a rota mais curta. Dep. Alceu Moreira (MDB - RS). Dep. Arnaldo Jardim (CIDADANIA - SP) e Embaixador e Presidente da COP30 - COP30, André Correia do Lago.
Seminário foi promovido pela Comissão Especial de Transição Energética

Seminário promovido pela Comissão Especial de Transição Energética da Câmara dos Deputados mostrou, nesta quarta-feira (25), ações em curso no Brasil e no mundo para a construção do chamado “mapa do caminho”, rumo à gradual substituição de combustíveis fósseis – como petróleo, carvão e gás natural – por fontes de menor emissão de gases poluentes. Os biocombustíveis estão em destaque, e há perspectivas de oportunidades econômicas para o Brasil. As iniciativas vêm do governo, do Parlamento e da Conferência da ONU sobre Mudança do Clima.

Presidente da COP30 até novembro, o embaixador André Corrêa do Lago anunciou que, nesta semana, será publicado um chamado para que todos os países e entidades inscritos na Convenção do Clima enviem sugestões, que serão consolidadas até a COP31, organizada por Turquia e Austrália. Ele admite a dificuldade de consenso, mas aposta na implementação de pontos já acertados no documento “Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis de Forma Justa, Equitativa e Equilibrada”, aprovado na COP28.

“Há países que são produtores de petróleo, há países que são consumidores, tem países que dependem em 90% de petróleo no seu comércio, há países que não dependem de petróleo ou de carvão ou de gás. Ou seja, cada país vai ter caminhos diferentes e nós vamos procurar preparar esse mapa do caminho com muitas discussões técnicas”, afirmou.

Corrêa do Lago disse que a COP30, de Belém, permitiu avanços na padronização dos protocolos (ISO GHG) de contabilidade das emissões de carbono e na coalizão de países com mercados regulados de carbono, com reflexos positivos nesse “mapa do caminho”. Outro destaque, segundo ele, veio do compromisso de vários países – como Brasil, Itália, Japão e México – em quadruplicar a produção dos combustíveis sustentáveis em menos de dez anos.

“Essa ideia dos combustíveis sustentáveis é um dos esforços que esse governo mais conseguiu avançar nos últimos anos, porque nós trabalhamos muito com isso no G20. Isso inclui, evidentemente, os nossos biocombustíveis, o hidrogênio, etc. E, com a ajuda da Agência Internacional de Energia, nós vamos manter o monitoramento dessa multiplicação por quatro dos combustíveis sustentáveis até 2035.”

O presidente da comissão especial da Câmara e coordenador da Coalização dos Biocombustíveis no Congresso Nacional, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou um esboço de projeto de lei do “mapa do caminho”. O texto ficará aberto a sugestões da população na página da comissão na internet, até 3 de março. O lançamento da proposta consolidada está previsto para 9 de março, durante evento em São Paulo.

“Nós queremos a transição e a afirmação do mapa do caminho: tem que ser feita em harmonia com aquilo que é uma realidade dos combustíveis fósseis. Não nos anima, portanto, uma pregação simplesmente de que nós revogaremos ou cancelaremos isso do dia para a noite”, disse.

Arnaldo Jardim lembrou a contribuição do Congresso Nacional para o tema diante da aprovação das recentes Leis dos Biocombustíveis (Lei 13.576/17), do Hidrogênio Verde (Lei 14.948/24) e dos Combustíveis do Futuro (Lei 14.993/24). O presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), citou as oportunidades econômicas que se abrem para o Brasil e anunciou a elaboração de uma proposta de emenda à Constituição para reconhecer o biocombustível como patrimônio nacional.

“A matriz que transforma o Brasil num país agroambiental com selo verde é, com certeza, o biocombustível. Se nós tivermos segurança jurídica e previsibilidade, uma demanda acima da nossa capacidade produtiva nos permite fazer o planejamento de investimento de curto, médio e longo prazo.”

Ao mesmo tempo, Casa Civil e Ministérios do Meio Ambiente, de Minas e Energia e da Fazenda preparam o “mapa do caminho nacional”, que será apresentado em breve no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), também apresentou projeto de lei específico (PL 6615/25) com o “mapa do caminho” para o país reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global.

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Oposição apresenta pedido de impeachment contra 16 ministros de Lula

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Câmara conclui votação do projeto de lei antifacção; texto segue para sanção

Câmara conclui votação do projeto de lei antifacção; texto segue para sanção
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas.
Na sessão do Plenário, deputados aprovaram versão final para o texto

A Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto de lei antifacção, que aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão de bens do investigado em certas circunstâncias.

O texto aprovado em Plenário nesta terça-feira (24) mantém a maior parte da versão elaborada pela Câmara no ano passado e rejeita a maioria das mudanças feitas pelo Senado. A proposta será enviada à sanção presidencial.

O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou substitutivo ao Projeto de Lei 5582/25, do Poder Executivo. Esse texto, que segue para sanção, tipifica várias condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas e atribui a elas pena de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos.

Chamado pelo relator de Lei Raul Jungmann, em homenagem ao ex-ministro da Justiça recém-falecido, o projeto impõe várias restrições ao condenado por qualquer desses dois crimes (domínio ou favorecimento), como proibição de ser beneficiado por anistia, graça ou indulto, fiança ou liberdade condicional.

Dependentes do segurado não contarão com auxílio-reclusão se ele estiver preso provisoriamente ou cumprindo pena privativa de liberdade, em regime fechado ou semiaberto, em razão de ter cometido qualquer crime previsto no projeto.

As pessoas condenadas por esses crimes ou mantidas sob custódia até o julgamento deverão ficar obrigatoriamente em presídio federal de segurança máxima se houver indícios concretos de que exercem liderança, chefia ou façam parte de núcleo de comando de organização criminosa, paramilitar ou milícia privada.

Já aquele que apenas praticar atos preparatórios para ajudar a realizar as condutas listadas poderá ter a pena reduzida de 1/3 à metade.

O texto considera facção criminosa toda organização criminosa ou mesmo três ou mais pessoas que empregam violência, grave ameaça ou coação para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades.

O enquadramento vale ainda quando atacarem serviços, infraestrutura ou equipamentos essenciais e também se praticarem os atos destinados à execução dos crimes tipificados no projeto.

Taxação excluída
O relator do projeto, Guilherme Derrite, defendeu alguns pontos enviados pelos senadores, como a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado. Esse novo tributo, no entanto, foi retirado do texto por meio de um destaque do PP e deverá tramitar em outro projeto.

O relator havia incluído no texto a taxação em 15% das apostas de quota fixa (bets). A Cide-Bets seria cobrada até a entrada em vigor do Imposto Seletivo previsto na reforma tributária para 2027, e o dinheiro financiaria também a construção e a modernização de presídios.

O destaque do PP retirou ainda normas de regularização de impostos devidos e não pagos por empresas de bets nos últimos cinco anos a partir de autodeclaração enviada à Receita e medidas adicionais de fiscalização dessas empresas pelo setor financeiro.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Guilherme Derrite (PP - SP)
Guilherme Derrite, relator do projeto

Poderão ser aplicadas, no que couber, regras específicas de apuração, investigação e obtenção de prova previstas para crimes de organização criminosa em relação aos crimes listados no projeto.

Foi retirada do texto mudança em atribuição da Polícia Federal, um dos pontos considerados polêmicos da proposta. A PF também continua responsável, com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, pela cooperação internacional nas esferas policial ou de inteligência quando os crimes tiverem envolvimento com organizações estrangeiras.

Acordos, tratados, convenções e princípios de reciprocidade internacionais serão observados para fins de investigação, extradição e recuperação de ativos, por exemplo.

Debate em Plenário
Parlamentares da base do governo e da oposição defenderam a aprovação do texto, fruto de acordo entre o Executivo e o relator, deputado Guilherme Derrite. Porém, deputados da base elogiaram o texto original e a versão aprovada no Senado, enquanto deputados da oposição preferiram a redação aprovada na Câmara em novembro de 2025.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS), vice-líder do governo, afirmou que o projeto enviado pelo governo foi descaracterizado inicialmente na Câmara e foi melhorado no Senado. "Vamos admitir que o trabalho de Alessandro Vieira [relator no Senado] foi positivo. Vamos admitir que o relator Derrite fez avanços em diálogo com as lideranças garantindo que as facções poderão ser melhor enfrentadas", disse a parlamentar.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que o primeiro texto aprovado pela Câmara era muito problemático para a sociedade brasileira. "Nosso papel agora é a redução de danos daquilo que a gente considera ser um texto melhorado", declarou.

Para o líder do PSB, deputado Jonas Donizette (SP), o texto foi aperfeiçoado com pontos positivos da Câmara e do Senado. "O importante é ter um instrumento legal que faça o combate ao crime organizado, que tipifique as quadrilhas e as facções criminosas", disse.

Já o líder do Psol, deputado Tarcísio Motta (RJ), considerou que, apesar das mudanças do relator, ainda há trechos do texto que podem criminalizar moradores de favela. "Queremos criminalizar o artista do funk e achar que assim vamos combater o crime organizado? Pois não é. Crime organizado se combate retirando poder econômico e político", afirmou.

Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), o projeto é o texto que a população espera do Congresso que, segundo ele, vem sendo omisso sobre segurança pública há muitas décadas. "Estamos dando um passo fundamental no combate de fato às organizações criminosas. O criminoso sabe que, se cometer crime, ele terá a mão pesada do Estado."

O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), vice-líder do PL, destacou que o projeto vai ser "o pontapé inicial" para retirar organizações criminosas da política. "Este projeto de endurecimento da pena, com artifícios para buscar os recursos das organizações criminosas e o fortalecimento das nossas polícias, vai ser a virada do jogo."

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria, disse que o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro, vive uma guerra civil não declarada. "O Derrite fez um relatório brilhante para realmente combater o crime organizado. E nós vimos, lá no Senado, um relator que quis trazer mudanças que afrouxavam novamente todas as medidas para combater o crime organizado."

Taxação das bets
Vários deputados da base do governo criticaram a aprovação de destaque para retirar a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado.

Segundo o deputado Bohn Gass (PT-RS), tirar a taxação das bets é favorecer o crime. "Precisamos ter estrutura para combater o crime e asfixiar os poderosos e os criminosos de colarinho branco do andar de cima", afirmou.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a cobrança traria R$ 30 bilhões para a segurança pública. Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), "é gravíssimo retirar a possibilidade de taxação das bets". "Isso é ser conivente com o crime", avaliou.

Para o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), a Câmara se curvou ao lobby das bets. "Esta turma tem de dar uma contrapartida, já basta a destruição que estão fazendo nas famílias brasileiras. Agora não vai contribuir com a segurança pública?", questionou.

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  Deputados rejeitaram a maior parte das alterações feitas pelo Senado
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Relator pede rejeição de maioria das mudanças feitas pelo Senado no projeto antifacção; acompanhe

Relator pede rejeição de maioria das mudanças feitas pelo Senado no projeto antifacção; acompanhe
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Guilherme Derrite (PP - SP)
Guilherme Derrite: o texto do Senado enfraquece punições aprovadas pela Câmara

O relator do projeto de lei antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), recomendou ao Plenário da Câmara a rejeição da maior parte das alterações feitas pelos senadores. Ele afirmou que o texto do Senado promove um "enfraquecimento estrutural" da versão aprovada no ano passado pela Câmara, "diluindo conceitos, reduzindo penas, suprimindo instrumentos eficazes de repressão às facções criminosas e reabrindo margens interpretativas que favorecem a impunidade".

"O parecer do Senado dilui o conceito original, torna o texto mais interpretativo e menos objetivo, fragiliza a segurança jurídica e amplia significativamente o risco de decisões conflitantes entre tribunais", disse Derrite, ao criticar a exclusão dos tipos penais criados pelo texto aprovado na Câmara em novembro de 2025.

O deputado também foi contra excluir o conceito de domínio territorial criminoso que, segundo ele, engloba fenômenos como o domínio de cidades e o "novo cangaço".

De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 5582/25 aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias.

Derrite reclamou de o parecer do Senado ter reduzido penas em diversos dos crimes previstos no projeto. "O parecer esvazia a resposta estatal, sinaliza tolerância normativa frente a estruturas criminosas altamente violentas e organizadas e contraria frontalmente a lógica de endurecimento penal necessária para desarticular facções", afirmou.

Repasse a estados
O texto do Senado também retirou a previsão de repasse de percentual de bens apreendidos quando a ação policial fosse conduzida conjuntamente pela polícia civil do estado e a Polícia Federal.

"O texto do Senado substitui a lógica de repartição objetiva pela vaga expressão 'visando a uma gestão unificada', que, na prática, significa centralização federal", declarou Derrite.

Cide-Bets
Um ponto elogiado por Derrite no texto do Senado foi a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado até a instituição do Imposto Seletivo sobre esses jogos em 2027.

"Cuida-se de mecanismo de ampliação estrutural do financiamento da segurança pública, que cria uma fonte estável e vinculada de recursos para ações de inteligência, repressão ao crime organizado e fortalecimento do sistema prisional”, disse o relator.

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  Proposta está em análise no Plenário da Câmara
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Deputados analisam mudanças no projeto de lei antifacção; acompanhe

Deputados analisam mudanças no projeto de lei antifacção; acompanhe
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas.
Deputados na sessão do Plenário desta terça-feira

A Câmara dos Deputados iniciou a Ordem do Dia do Plenário e analisa agora o projeto de lei antifacção, que retornou do Senado com alterações. O relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), recomenda a rejeição da maior parte do texto dos senadores.

De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 5582/25 aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias.

Derrite propõe manter o texto aprovado pela Câmara no ano passado, tipificando em outra lei várias condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas com penas de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos.

Do texto do Senado ele incluiu, por exemplo, a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado até a instituição do Imposto Seletivo sobre esses jogos em 2027.

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  Bruno Spada/Câmara dos Deputados Deputados na sessão do Plenário desta terça-feira A Câmara dos Deputados iniciou a Ordem do Dia do Plenário e analisa agora o projeto de lei antifacção, que retornou do Senado com alterações. O relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), recomenda a rejeição da maior parte do texto dos senadores. De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 5582/25 aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias. Derrite propõe manter o texto aprovado pela Câmara no ano passado, tipificando em outra lei várias condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas com penas de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos. Do texto do Senado ele incluiu, por exemplo, a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado até a instituição do Imposto Seletivo sobre esses jogos em 2027. Mais informações em instantes Assista ao vivo
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Câmara votará na semana que vem projetos que criam punição contra violência vicária

Câmara votará na semana que vem projetos que criam punição contra violência vicária
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Laura Carneiro (PSD - RJ)
Laura Carneiro (D): "estamos propondo incluir a violência vicária na legislação brasileira"

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) anunciou nesta terça-feira (24) que, na próxima semana, serão votadas duas propostas que tratam sobre a violência vicária como forma de agressão. Violência vicária é a que ocorre por substituição, ou seja, contra outras pessoas, mas com a intenção de atingir a mulher. Neste caso, a violência contra filhos, dependentes ou outros parentes da rede de apoio da mulher, com o objetivo de atingi-la. "É um feminicídio às avessas, mas muito mais grave. Porque faz a mãe se sentir culpada a vida inteira pela morte de seus filhos ou seus pais", disse a parlamentar.

Segundo a deputada, a ideia é unir duas propostas que tratam do tema. A primeira, da própria Laura Carneiro, inclui na Lei Maria da Penha, de modo expresso, a violência vicária entre as definições de violência doméstica contra a mulher (PL 3880/24). E a segunda (PL 2767/25), da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outras quatro parlamentares, inclui o homicídio vicário no Código Penal.

"O que estamos propondo é unir os dois projetos para que possamos na semana que vem, em homenagem à mulher brasileira, incluir a violência vicária na legislação brasileira", disse Laura Carneiro.

Em discursos no Plenário, as deputadas citaram o caso do secretário de governo de Itumbiara (GO), que matou seus dois filhos para atingir a esposa. Ele depois se suicidou. "Queremos dizer ao Brasil que, como mulheres que atuamos juntas no Parlamento, pedimos ao presidente Hugo Motta que priorize os temas das mulheres e coloquemos em votação o enfrentamento à impunidade pelas crianças de Itumbiara e também pela mãe, que não seja ela julgada", afirmou Maria do Rosário.

  Bruno Spada/Câmara dos Deputados Laura Carneiro (D): "estamos propondo incluir a violência vicária na legislação brasileira" A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) anunciou nesta terça-feira (24) que, na próxima semana, serão votadas duas propostas que tratam sobre a violência vicária como forma de agressão. Violência vicária é a que ocorre por substituição, ou seja, contra outras pessoas, mas com a intenção de atingir a mulher. Neste caso, a violência contra filhos, dependentes ou outros parentes da rede de apoio da mulher, com o objetivo de atingi-la. "É um feminicídio às avessas, mas muito mais grave. Porque faz a mãe se sentir culpada a vida inteira pela morte de seus filhos ou seus pais", disse a parlamentar. Segundo a deputada, a ideia é unir duas propostas que tratam do tema. A primeira, da própria Laura Carneiro, inclui na Lei Maria da Penha, de modo expresso, a violência vicária entre as definições de violência doméstica contra a mulher (PL 3880/24). E a segunda (PL 2767/25), da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outras quatro parlamentares, inclui o homicídio vicário no Código Penal. "O que estamos propondo é unir os dois projetos para que possamos na semana que vem, em homenagem à mulher brasileira, incluir a violência vicária na legislação brasileira", disse Laura Carneiro. Em discursos no Plenário, as deputadas citaram o caso do secretário de governo de Itumbiara (GO), que matou seus dois filhos para atingir a esposa. Ele depois se suicidou. "Queremos dizer ao Brasil que, como mulheres que atuamos juntas no Parlamento, pedimos ao presidente Hugo Motta que priorize os temas das mulheres e coloquemos em votação o enfrentamento à impunidade pelas crianças de Itumbiara e também pela mãe, que não seja ela julgada", afirmou Maria do Rosário.
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Motta anuncia acordo entre governo e relator sobre PL Antifacção

Motta anuncia acordo entre governo e relator sobre PL Antifacção Governo e relator chegaram a um entendimento comum sobre o texto final do projeto que regulamenta o combate ao crime organizado.  Governo e relator chegaram a um entendimento comum sobre o texto final do projeto que regulamenta o combate ao crime organizado. Leia mais "Motta anuncia acordo entre governo e relator sobre PL Antifacção"

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