Brusquense alcança mais de 100 milhões de visualizações no Youtube e realiza sonhos com gameplays de Free Fire
Brusquense alcança mais de 100 milhões de visualizações no Youtube e realiza sonhos com gameplays de Free Fire

Brusquense alcança mais de 100 milhões de visualizações no Youtube e realiza sonhos com gameplays de Free Fire

O brusquense Ruan Pablo de Lima começou a jogar Free Fire, jogo que é febre mundial, aos 13 anos, e, em pouco tempo, passou a participar de torneios grandes e se destacar. Sete anos depois, ele fez carreira com vídeos no Youtube e hoje tem mais de 100 milhões de visualizações, além de cerca de 800 mil seguidores.

Nas redes sociais, ele é conhecido como Ruan FF. Ele conta que a primeira renda foi com premiações de campeonatos e, a partir daí, decidiu começar a gravar para mostrar aos outros um pouco da jogabilidade.

Sucesso veio após comprar celular parcelado

Ruan, que mora com os pais no bairro Poço Fundo, conta que postou vídeos todos os dias durante um ano buscando reconhecimento, porém, sem muita repercussão inicialmente.

“Por ter saído do zero absoluto, meus vídeos não “subiam” de jeito nenhum. No início, tinha apenas um LGK10 (smartphone intermediário Android) e uma poltrona. Mesmo sem estrutura nenhuma e sem qualidade nos vídeos, decidi começar a produzir conteúdo”.

Ele precisou convencer os pais de que precisava de um celular melhor para produzir conteúdo de melhor qualidade, com apoio dos tios.

“Meus tios mais próximos, que jogavam comigo e notavam um certo talento, conseguiram convencer meus pais a acreditarem em mim e parcelarem esse celular que mudou a minha vida. Um mês depois de comprarmos o celular, parcelado em dez vezes, minha vida mudou completamente. Algumas pessoas não veem isso como um trabalho, mas só até começar a ter retorno. Foi assim comigo também. Quando decidi viver disso, fui muito criticado por todos ao meu redor e mesmo assim sempre acreditei que faria certo”.

Canal de Ruan FF tem 726 mil inscritos no Youtube | Foto: Reprodução

Ele ficou como número 1 do jogo por dois meses e sua trajetória fez ele crescer: em uma semana, alcançou 150 mil inscritos e conseguiu cerca de 20 mil dólares em monetização no Youtube. Aos 14 anos, já tinha conseguido faturar R$ 100 mil.

“Para alcançar essa pontuação assim que a temporada iniciou, joguei desde às 4h de sexta-feira até às 12h de domingo sem parar. Essa trajetória está no meu canal do Youtube com quase 4 milhões de visualizações”.

Depois disso, Ruan passou a participar de campeonatos e jogou profissionalmente durante três anos. “Foi aí que de fato se iniciou minha carreira Durante esse período, postava vídeos das melhores jogadas que fazia em campeonatos de mais de R$ 100 mil de premiação”.

Nas redes sociais, ele deixa claro que é de Brusque e, por isso, já foi reconhecido algumas vezes na cidade.

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Apoio dos pais e realização de sonhos

Ruan vive do Youtube desde os 14 anos, quando recebeu seu primeiro pagamento. Atualmente, ele tem outras fontes de renda, como publicidades e vendas de tutoriais. 

“Recebi propostas de R$ 15 mil por dia para divulgar casa de apostas e jogos de tigrinho, mas não compactuo com a ideia de viciar as pessoas que mudaram a minha vida. Fui estruturado pelo meu pai para investir na área de imóveis. Atualmente invisto em terrenos, construímos e vendemos casas, feitas pela própria empreiteira do meu pai”, conta. Hoje, ele tem mais de 720 mil inscritos no Youtube e cerca de 70 mil seguidores no Instagram.

Ele já recebeu convites para jogar fora do país, mas, por enquanto, ainda está analisando as propostas. Incentivado pelo pai, Idaci de Lima, ele criou uma consciência para se manter focado na carreira. No último mês, realizou um de seus sonhos, que era comprar um Honda Civic.

“A maioria dos meus amigos que começaram comigo faturaram três vezes mais que eu, mas, por nunca terem “visto dinheiro na vida”, quebraram em um ano. Tudo que tenho hoje em dia foi graças a base e a segurança que meu pai me deu”.

Ruan vive do seu trabalho na internet e realizou recentemente o sonho de comprar um Honda Civic | Foto: Arquivo pessoal