Com uma atuação madura, o Brusque venceu a Chapecoense por 1 a 0 neste sábado, 14, na partida de ida das semifinais do Campeonato Catarinense 2026 na Arena Simon. João Prado, no primeiro tempo, fez o único gol do jogo. O Quadricolor segue invicto na competição.
O duelo teve o maior público do Brusque no campeonato até agora, com 4.253 presentes.
Período de estudos
O técnico Higo Magalhães só fez uma alteração em relação ao duelo contra o Concórdia, com o retorno de Clinton na vaga de JP Martins, mas Bernardo foi recuado para formar uma linha de três na defesa.
Já Gilmar dal Pozzo promoveu três mudanças na Chapecoense em relação à equipe que empatou com o Coritiba pelo Brasileirão: saíram Everton, Carvalheira e Garcez (que não está inscrito no Estadual) para as entradas de Marcos Vinícius, João Vitor e Ítalo.
A Chapecoense começou o jogo tendo um pouco mais de iniciativa, mas, aos poucos, o Brusque ganhou campo. O Quadricolor se montou para explorar a velocidade pelos lados, mas, por conta de decisões imprecisas, desperdiçou algumas chances. As duas equipes, porém, pouco se arriscaram.
A primeira boa oportunidade veio aos 12. Gazão ficou com rebote de bola dividida na entrada da área e arriscou de pé direito, sobre o gol. Quatro minutos depois, Milhorim arriscou chute rasante de longe, em cima de Léo Vieira. A Chape chegou aos 20. Ítalo recebeu aberto pela esquerda, limpou para dentro e chutou colocado, à esquerda do gol.
Brusque na frente após desatenção da Chape
Após a parada para hidratação, o Brusque melhorou e conseguiu criar um volume maior de chances. Aos 35, João Prado arriscou chute de longe e mandou no canto esquerdo, mas Léo Vieira espalmou. A resposa da Chape veio aos 41. Clar fez ótima jogada pela esquerda, foi até a linha de fundo e tocou para trás buscando Ítalo, que chegou finalizando bem e só não abriu o placar porque Milhorim cortou a trajetória da bola.
Na reta final, o Brusque não administrou e seguiu tentando o gol. Gazão assustou em dois chutes de longe na reta final e, aos 47, após toque de cabeça de Clinton na área, Luizão subiu mais alto que o goleiro e desviou, mas a zaga afastou o perigo na sequência.
Já aos 48, o Quadricolor foi recompensado pela iniciativa. Luizão aproveitou desatenção de Camilo na entrada da área, deu um biquinho na bola e ela sobrou para Léo Ataíde, que cruzou para João Prado finalizar no meio da área e fazer 1 a 0.
Vantagem confirmada
A Chapecoense, precisando do resultado, adotou no segundo tempo uma postura mais ofensiva, mas sem se desesperar, ao passo em que o Brusque, com menos saída para o contra-ataque do que no primeiro tempo, se defendeu com eficiência.
A primeira chance da etapa final foi da Chape, aos 5. Clar cruzou da esquerda e, após saída ruim de Nogueira, Marcinho desviou de cabeça, mas mandou por cima. O Brusque respondeu aos 9. Biel ficou com um rebote na entrada da área e arriscou de pé direito, sobre o gol
Com o time mais desgastado, Gilmar dal Pozzo mexeu na ala, na zaga e no meio-campo antes dos 30 minutos, buscando oxigenar a equipe, mas sem muito sucesso. O Brusque mantinha uma defesa bem postada, sem ceder grandes chances à Chape, que abusava dos cruzamentos.
A Chape só voltou a assustar aos 34. Carvalheira recebeu de Ítalo na entrada da área e arriscou chute forte de canhota, sobre o gol. Sete minutos depois, o time visitante esteve perto de empatar. Após cobrança de escanteio de Clar, Doma subiu livre e cabeceou forte, no travessão.
A Chape tentou pressionar na reta final, mas o clima esquentou, com algumas confusões e vários amarelos até o fim dos exagerados 12 minutos de acréscimos apontados pelo árbitro, e pouco perigo foi criado. Melhor para o Brusque, que deu um passo importante rumo à final.
A volta
O jogo de volta na Arena Condá acontece no próximo domingo, 22, a partir das 18h. O Brusque joga pelo empate para avançar à decisão. Caso a Chape vença por um gol de diferença, a decisão vai para os pênaltis. Se o Verdão marcar dois gols de vantagem ou mais, segue à decisão. A outra semifinal é entre Camboriú e Barra.
Brusque 1×0 Chapecoense
Brusque: Nogueira; Léo Ataíde (Ítalo, min. 13/2ºt), Alisson Cassiano, Bernardo (Alex Paulino, min. 43/2ºt), Milhorim, Raimar; Gazão, Biel, João Prado (Ryan Santos, min. 25/2ºt); Clinton (JP Martins, min. 25/2ºt), Luizão (Álvaro, min. 13/2ºt). Técnico: Higo Magalhães
Chapecoense: Léo Vieira; Marcos Vinícius (Rubens, min. 19/2ºt), Victor Caetano (Kauan, min. 26/2ºt), Bruno Leonardo, Eduardo Doma, Walter Clar; Camilo, João Vitor (David, min. 39/2ºt), Jean Carlos (Carvalheira, min. 26/2ºt); Marcinho, Ítalo (Mailson, min. 39/2ºt). Técnico: Gilmar dal Pozzo
Gols: 1-0, min. 48/1ºt, João Prado
Amarelos: Milhorim, Biel, Raimar (BRU); Rubens (CHA)
Arbitragem: Bráulio da Silva Machado (FCF) , auxiliado por Henrique Neu Ribeiro (CBF) e José Roberto Larroyd (CBF). VAR com Heber Roberto Lopes e Alex dos Santos.
Público: 4.253 torcedores
Renda: R$ 122.710

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